5: 00 da manhã
Brunnnnnnnzzzz!
Michelle acorda assustada, um raio, mais tarde seguido de um trovão, atingira bem em cheio o pára-raios da casa. Desde pequena teve medo de trovoadas. O trauma surgiu após a morte de seu gato, “Sammael”, atingido por um raio quando corria na rua, provavelmente, atrás das suas fêmeas pela rua.
Olhando pela janela, Michelle percebe corpos ao redor da casa, a tempestade matara muitos zumbis com seus raios “furiosos”, isso a deixara embrulhada, não quis mais tomar café naquela manhã. Chegando à mesa, vê que seu companheiro de casa, Eric, tomando café. Percebia seu rosto arrasado como se não dormisse há anos, sentiu tristeza naquele momento. Eric estava se esforçando muito esses dias, ele vigia, limpa reforça as proteções das portas, sai para procurar comida e faz de tudo para agradá-la. As exigências de Landcourn o desgastava de forma lenta e cruel.
Observando o estado de seu companheiro, Land decide ela mesma procurar comida, com isso, Eric poderia passar a tarde descansando, mas ele não aceitou, sabia que era perigoso Michelle sair sozinha, principalmente depois da última vez, onde vira um “certo” homem de capa preta, por isso optou por acompanhá-la.
A cidade estava arrasada, a chuva ainda caía e, com ela, monumentos, prédios e casas, devastadas pelos saques e por não terem mais manutenção. O próximo supermercado ficava a 1 km do bairro onde estavam, seria fácil para o possante Nissan de Landcourn. Pelas ruas se via mais corpos largados no chão, aquela cidade estava “fedendo”, a morte os seguiam em todo lugar.
Chegando ao supermercado, encontraram dois zumbis ainda “vivos”, o temor corria nas veias de Land, Eric, como frio que era nas situações de tensão, ficara calma, apontara a arma na cabeça do zumbi menor, parecia ser um adolescente de seus quartoze ou quinze anos, e atirou sem o menor remorso pelo indivíduo, agora o segundo parecia mais difícil, era um adulto com uma aparência de mais ou menos trinta anos. O tal zumbi correu rapidamente em direção aos dois fazendo Eric atirar sem muita precisão, assim, errou o tiro. O desespero contagiava os dois sobreviventes, o homem morto-vivo corria desesperadamente a fim de sentir o sabor da carne que tanto lhe agrada. A opção foi correr, correram como nunca haviam corrido antes, até que saíram do estabelecimento.
Cansados e com fome, não tinham mais forças para procurar comida, mas, persistentes que eram, decidiram andar pela cidade ainda na esperança de achar algo para comer, foram em direção ao Nissan e aceleraram. Cada vez mais era difícil andar pela cidade, até que, depois de um tempo, a chuva passara. Agora poderiam seguir caminho com melhor visibilidade.

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